sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As demonstrações de consciência nos animais não humanos

Por Fernanda Vieira


No dia 15/06/2013, tive o prazer de conversar um pouco sobre a inteligência, senciência (capacidade de sentir) e consciência dos animais não humanos com os queridos amigos do Grupo Fraternal Francisco de Assis (GFFA).

Não é a primeira vez que estive lá e mais uma vez pude compartilhar da maravilhosa energia que a casa possui. Gostaria muito de agradecer principalmente aos amigos Gilberto e Simone pela oportunidade. 
Neis, Simone, Tina,eu e Gilberto no GFFA! Obrigada amigos!

Quando fui a primeira vez à casa, acompanhando o professor Edson em sua palestra “Alimentaçãoe Evolução Espiritual” (veja o vídeo no YouTube), fiquei encantada com o empenho de toda a equipe encarnada trabalhando também em prol dos nossos irmãos animais.

No dia 15/06, nossa conversa foi sobre as informações que a espiritualidade e a ciência humana vem nos trazendo sobre a relação que estamos mantendo com os outros animais que habitam a Terra. O objetivo foi refletir sobre nossas atitudes diante destas informações.

Em julho de 2012, Philip Low, um neurocientista canadense, coordenou um manifesto que declara que todos os mamíferos e aves têm consciência. Além de alguns seres como lulas e polvos. A “Declaração de Cambridge sobre a Consciência” foi apoiada por importantes pesquisadores e teve repercussão internacional.

A base deste estudo se refere aos correlatos neurais que estes animais compartilham com o homem. “Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência.”, disse Low em entrevista para a revista Veja Online.

Cão se despede de parceiro policial (Fonte: Terra)

Segundo Prada (2010), as funções mentais superiores, aquelas que estão intimamente ligadas ao livre-arbítrio, à capacidade de aprendizado, à elaboração de estratégias, à iniciativa etc, estão intimamente ligadas ao córtex cerebral (à área pré-frontal do cérebro).

Apesar da ciência humana ainda não ter definido o que é consciência, a espiritualidade há muito tempo nos atenta para este assunto. A consciência nada mais é do que “nós mesmos”, ou seja, o espírito.

Sabemos que a inteligência de um animal emana do mesmo princípio que a do homem (apenas com a diferença de que no homem passou por uma elaboração maior, a qual o animal terá a oportunidade de vivenciar; Livro dos Espíritos, questão 606 a).

O princípio inteligente é a base do espírito. Desta forma, podemos afirmar que os animais são espíritos. Espíritos são consciências, portanto os animais possuem consciência.

Para quem não viu e viu: Golfinho pedindo ajuda a um mergulhador - uma demonstração de consciência (Vídeo no YouTube)
Prada (2010) também observa:

“É inegável a existência de consciência nos animais, entretanto existe diferença expressiva entre homens e animais.”

A ciência humana e a espiritualidade nem sempre concordam, mas é interessante observar que muitas vezes elas corroboram uma com a outra.

Por exemplo, Charles Darwin em 1873 em seu livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, observou:

“Nos humanos, algumas expressões, como o arrepiar dos cabelos sob a influência de terror extremo, ou mostrar os dentes quando furioso ao extremo, dificilmente podem ser compreendidas sem a crença de que o homem existiu um dia numa forma mais inferior e animalesca.”

Allan Kardec já em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, observou (questões 604 e 609, respectivamente):

“Tudo se encadeia na natureza (…).” “Há sempre aneis que ligam as extremidades da cadeia dos seres (...).”

Assim, foi sugerida uma reflexão íntima a cada um que assistia a palestra: “Qual é a relação que temos mantido com todos os irmãos animais? Daqueles que cuidamos como filhos até aqueles que nunca vimos e que, ainda e infelizmente, nos alimentamos deles?”

Imagem de artista polonês Paweł Kuczyński (Fonte: Catraca Livre)

Certa vez, Jeremy Bentham (1748-1832) citou:
A questão não é: Os animais pensam? ou eles falam? A questão é: eles sofrem?”

Há quanto tempo sabemos disto e nada fazemos? Saber que eles também possuem consciência mudará a forma com que os tratamos?

Fica a oportunidade de reflexão e talvez atitude.

Grande abraço!




Blog: Alma Animal 



Fernanda Vieira




Espírita, vegetariana por filosofia de vida, doutoranda em bem-estar animal; membro da União dos Atletas Vegetarianos (UNAVEG); estudiosa da espiritualidade dos animais não-humanos. Coordenadora do blog Animais e o Espiritismo.










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