segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Eutanásia nos Animais



Foto by SN; Hime
             



Eutanásia deriva do grego,”eu”- bom e “thanatos” –morte, “boa morte”, porém dentro de uma filosofia espírita devemos compreender que nenhuma morte pode ser boa quando se trata de suicídio ou de eutanásia, que nada mais significa do que literalmente tirar a vida de outro. A eutanásia é vista por muitos como uma prática de alívio a dor e ao sofrimento diante de uma doença incurável pela medicina humana. Segundo a História, a “euthanasia” seria utilizada há séculos e muitos eram os doentes que procuravam com seus médicos o elixir da morte por estarem cansados de viver. No entanto, a Doutrina Espírita nos esclarece que os seres vivos são constituídos de um corpo físico e de uma alma – espírito encarnado - e que a dor e o sofrimento são mecanismos de resgates necessários à evolução do Espírito em seu caminho rumo a perfeição, tais sofrimentos seriam a depuração energética de cada um, todos frutos do mal uso do livre arbítrio, já que todos respondem dentro da Lei de Ação e Reação, ou seja, toda ação cometida corresponde a uma reação de igual intensidade e gravidade, só que agora na forma de doenças e sofrimentos, educando os espíritos no caminho do amor. Muitas doenças, portanto, têm sua origem nesse mecanismo de resgate devido à enorme gama de energias que foram condensadas no perispírito e que agora afloram no corpo físico, esclarecendo melhor, pode-se concluir que todas as doenças tem origem no Espírito.



Mas e os animais? Eles não possuem resgates cármicos como os seres humanos e sua senciência prova que eles sofrem tanto quanto os seres humanos, seria lícito então proporcionar a esses irmãos a eutanásia afim de livrá-los do sofrimento?

Normalmente para aceitar a eutanásia realizada num animal em fase terminal, busca-se os recursos da Lei de Ação e Reação, da Lei do Carma, porém é preciso nos atentarmos ao fato de que o animal ao qual nos referimos não é apenas o animal que vemos na forma física, mas que há nele um Princípio Inteligente Universal, uma alma que anima aquela matéria e que retornará ao Plano Espiritual em boa ou má condição, dependendo muito de como agiremos com ele enquanto encarnado. E como será o trabalho da espiritualidade se, com nossos recursos terrenos, levarmos para o Plano Espiritual um animal antes de seu momento derradeiro, afinal, qual de nós sabe com exatidão o que acontecerá dali a um minuto? Trazemos conosco essa imensa dificuldade de separação entre o que material e o que é espiritual. Acreditarmos que o animal se encontra em sofrimento sem qualquer justificativa, já que aprendemos que não possui carma e crer apenas nisto seria também acreditar que Deus houvesse criado tal sofrimento por puro capricho, já que como nos coloca Emmanuel , os animais estão isentos da Lei de Ação e Reação por não terem culpa a expiar, o que não significa que o sofrimento pelo qual passam em determinado momento não esteja lhe trazendo a evolução espiritual. André Luiz em seu livro "Libertação" coloca o seguinte : “O sofrimento é reparação ou ensino renovador” e Emmanuel novamente acrescenta o conceito de dor como aprendizado ao dizer que“...Ninguém sofre tão somente para resgatar o preço de alguma coisa.Sofre-se também angariando recursos preciosos para obtê-la. Assim é que o animal atravessa longas eras para instruir-se...para atingir a auréola da razão, deve conhecer comprida fieira de experiências”. .

“O sofrimento é reparação ou ensino renovador”, portanto, se os animais se encontram isentos da Lei de Ação e Reação, só nos resta crer que para eles tal sofrimento surge como grande aprendizado evolutivo, levando-nos a conclusão que para eles o sofrimento não teria a finalidade de punir ou resgatar, mas sim de educar para suas futuras reencarnações. Há, porém, um outro fato que não pode ser deixado de lado: E se a prova for para os tutores e não apenas um aprendizado para o animal? .

O que geralmente acaba ocorrendo nestes casos é que logo no momento em que mais precisam provar que amam esses pequenos irmãos os tutores desistem, na maioria das vezes não por verem o sofrimento do animal, mas por sua própria dor e fraqueza, e entregam-no a eutanasia. Quais aprendizados teriam retirado dali se não houvessem desistido antes da escolha da "boa morte"? Força.Dedicação. Amor, são alguns exemplos. .

É bem verdade que existem casos e casos, presenciamos certa feita o caso de um animal atropelado onde a matéria não poderia ser refeita pelos abnegados veterinários que o recolheram ainda com vida, neste caso contudo, ocorreu a misericórdia Divina ao ser solicitada a eutanásia, adormecendo a matéria, mas não o espírito, deixando o restante do trabalho e talvez o mais difícil para os benfeitores espirituais, que era o desligamento de todos os cordões fluídicos da matéria, já que a eutanásia havia tirado do animal seu último minuto de vida. Porém, na grande maioria dos casos e por pior que seja o sofrimento, cada tutor tem em suas mãos a capacidade de auxiliar seus tutelados a permanecerem no estágio de evolução onde se encontram até que a espiritualidade venha cortar os cordões fluídicos que os une à matéria e assim, recolhê-los com carinho e encaminhá-los ou a um tratamento no Plano Espiritual ou a uma nova reencarnação, dependendo do estado no qual se encontre.

A eutanásia, muito mais do que uma morte boa, pode ser considerada um atentado a vida, pois cada ser vivo que reencarna tem em si uma programação de vida feita pela Divindade, o que na visão humana se traduz apenas em sofrimento para o espírito é depuração e aprendizado, tirar dele seu derradeiro minuto é privá-lo desse aprendizado que lhe foi devidamente programado. Assim a eutanásia acaba se transformando numa fuga do tutor diante de um momento difícil e que como consequência impede que os cordões fluídicos se rompam normalmente, pois a matéria morre diante dos olhos, mas o espírito permanece vivo e ainda ligado a ela durante algum tempo, até que os benfeitores espirtuais terminem de cortá-los um a um. Por isso, apesar de vermos , como seres encarnados, o sofrimento da matéria, é preciso pensar também que o espírito que anima aquele corpo necessita daquele aprendizado , que ao libertar-se normalmente poderá ser rapidamente levado para um tratamento ou uma para uma nova roupagem carnal e que o carinho dos tutores , a água irradiada, os passes e as preces para que o animal se desligue naturalmente do corpo carnal sem maiores sofrimentos é que irá auxiliar a todos, tutores e tutelados,em seu caminho evolutivo.

Referências.

André Luiz, Libertação, Ação e Reação, Evolução em dois mundos.
Emmanuel ,Chico Xavier -Ação e Caminho.
















Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.











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5 comentários:

  1. O amigo Durvalino, através do Fale Conosco questionou sobre eutanásia e copiamos aqui tanto sua questão quanto nossa colocação.
    Obrigado Durvalino pela força que sempre nos proporciona.


    *É lícito eutanásia para os animais? Se houver oportunidade, comente, por favor. Obrigado. Durvalino

    Nosso posicionamento:

    Lícito? Eu diria que é dependendo muito do caso, pois há casos em que absolutamente nada mesmo pode ser feito como comas profundos, atropelamentos extremamente graves, ou como um dos casos que me chegou de um câncer que havia tomado todos os órgãos.
    Nestes caso acredito ser correto fazer a eutanásia para não permitir que o animal fique agonizando por horas ou até dias.
    nestes casos é sofrimento demais para tutores e animais.
    grande abraço
    Meu amigão

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  2. "até que a espiritualidade venha cortar os cordões fluídicos que os une à matéria". Porque este trecho do texto não se aplica a sua resposta ao amigo Durvalino?
    Nos casos que trouxe na sua resposta, se é "sofrimento demais para tutores e animais", por que a espiritualidade não intervém?
    Por que em um caso precisamos esperar o natural e a intervenção da espiritualidade e em outro fazemos a eutanasia (não esperando a intervenção da espiritualidade)?
    abraços fraternos,
    Pedro

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  3. Olá Pedro,

    Os casos são diferentes, há situações em que absolutamente nada pode ser feito em prol do animal, nem o alivios das dores, nesse caso a eutanásia se faz necessário, por outro lado, onde há a possibilidade do alivio do sofrimento, não se indica a eutanásia.
    A espiritualidade intervém nos sofrimentos quando é chamada pra isso, tal como recebemos uma cura, também recebemos sua intervenção,dependendo de nossa fé,como disse, há casos, e casos, se buscar os artigos sobre osteosarcoma do blog vera que em nenhum caso houve eutanasia e sim o desenlace natural, e veja que e um caso grave onde normalmente o vet solicita eutanasia, mas o tratamento dos animais foi diferente dos convencionais, que proporcionou um desenlace natural.
    Agora, um caso grave de atropelamento como ja vimos, onde há a retird quase completa da pele do animal, e que não há qualquer tratamento possivel, não h´outra solução que não seja a eutanásia, já que o desenlace natural poderá levar horas de dor para o animal.
    Grande abraço
    Simone

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  4. Minha pitbul está com câncer. Hoje ela pela primeira vez deu dois uivos e quando corri pra ver ela vomitava sangue. Pensei que era o fim. Mas ela está dentro da casinha. Ela não evacua, não come, não bebê água e o tumor vasa o tempo inteiro, Por mais que faço higienização as moscas vêm. Queria ajudar. Só posso dar meu carinho de casinha limpa. Panos limpos, queria que ela partisse dormindo. Faço a eutanásia ou não. Ela foi uma filha durante 10 anos, meiga, doce. Nunca atacou ninguém estou desesperada não sei o que faço. Pode me ajudar? O impressionante é que cheia de tumores, fica quietinha. O que devo fazer?

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  5. Vania, cada caso é um caso. Recomendamos que vc procure no Face um grupo chamado Olhos de Luz, enviam reiki para cura ou desligamento(no caso de animais o reiki muitas vezes acelera o desligamento), todos os meus se foram depois de preces que fizemos pedindo pelo desligamento, no ultimo foi o reiki que acelerou livrando-o de maior sofrimento.

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