sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Próximos artigos e estudos

Todos os dias estamos trabalhando para deixar o Blog com mais informações e esclarecimentos dentro daquilo que nos propusemos a estudar ; Tratar do assunto "animais" dentro dos temas da Ciência, Filosofia e Religião, temas estes com os quais transitamos há muitos anos; fizemos um planejamento para o blog, variando entre temas/artigos de interesse geral e temas que também nos foram solicitados por muitos amigos através do Fale Conosco.

Esperamos mais sugestões, mais críticas e mais amigos.

Próximos temas:


Osteosarcoma X Homeopatia X Eutanásia

A eutanásia nos animais(visão espiritual)

Animais, nossos irmãos - Estudo

Animais, plano espiritual e erraticidade

Descartes: A razão sem razão; crítica ao automatismo animal

As Plantas

Quem são os oprimidos, uma questão de alteridade

Ensaio sobre a cegueira


Até breve


Simone




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência (Estudo: Parte 3)

 
Pelicano, foto Sebastião Salgado

 

Envolvimento


Envolver-se é abarcar, é trazer para si aquela tarefa, é encantar-se com ela e realizá-la com amor. Sem envolvimento as coisas ocorrem mecanicamente, sem sentimento de alteridade e sem uma total vibração de amor. Depois de saborear um bom bife no meio da semana, evitamos , alguns, comer carne um ou dois dias antes dos trabalhos, entramos na sala de passe, lemos ou decoramos uma oração, erguemos a mão sobre o animal e acreditamos mesmo que estamos vibramos amor para ele. Será? Mas, por que não conseguimos vibrar amor ao boi, as vacas, aos frangos e porcos que morrem aos milhares? Estamos realmente indo participar destas tarefas com total envolvimento e total desprendimento? É claro que não, porque ainda não conseguimos nos conectar com o fato de que em relação aos animais ainda somos especistas e, por pior que possa parecer, trabalhadores especistas não podem e não devem jamais trabalhar no tratamento de auxílio aos animais, já que não enxergam os “animais” de um modo geral.

Não estamos julgando, nem falando de uma Casa em particular, mas estamos falando a todas as Entidades que se animaram com a ideia de trabalhar com animais, que a coisa não é tão simples como eles desejam ver e fazer. Não há como separar animais -os meus e os que irão morrer - todos merecem nossa compaixão, do contrário estaremos sendo falsos com eles, conosco e com os tutores que depositaram ali grande confiança.

Boi  aguardando o abate
As coisas não devem ser feitas como os trabalhadores desejam mas como devem ser feitas realmente para o bem dos animais, não o nosso, mas o deles, ou seja, é necessário mudar ANTES de iniciar os trabalhos e não DURANTE os trabalhos, vejamos o porquê.  Exemplos dos problemas que podem ocorrer dentro das entidades:

1-           Trabalhador que come carne até dois dias antes do trabalho com animais (normalmente todas as Entidades fazem essa solicitação antes dos trabalhos com humanos, a questão é se questionar o “por quê” de só no dia do trabalho)



2-           Trabalhador que não come carne antes, mas assim que sai dos trabalhos se alimenta de outros animais



3-           Trabalhador que omite ter ingerido carne de animais e segue para a sala de passes ou para o trabalho que escolheu

4-         Trabalhador que se considera 50% vegetariano apenas porque tira do cardápio semanal dois dias para “jejuar” ou que “renuncia” a carne em determinados dias, mais por obrigação do que por conhecimento e amor

5-         Trabalhadores que vão “empurrando” a mudança com a barriga e levam meses, às vezes até anos para iniciar o vegetarianismo

6-             Trabalhadores não ligados ao trabalho com animais que se recusam a aceitar tanto o trabalho desenvolvido pela outra equipe e com isso se recusam totalmente a mudar

7-           Jantares, almoços, chás, pizzas que envolvam toda a Entidade mas que estejam repleta de corpos de animais, onde mesmo os trabalhadores da assistência aos animais estejam envolvidos, o que seria ainda mais grave

8-           Trabalhadores/Palestrantes que durante a palestra cobram que os tutores iniciem a mudança para o vegetarianismo, mas que aceitam que seus trabalhadores permaneçam carnistas, ou que eles mesmo se alimentem de carne

É fato que irão ocorrer inúmeros desconfortos dentro da Entidade, por isso é necessário que a Casa saiba realmente o que envolve este novo trabalho, que não é o que eles necessitam, mas o que os animais necessitam, que não é falar aos trabalhadores o que eles querem ouvir, mas o que precisam ouvir, ser gentil é fazer o bem a todos, é não ter medo dos melindres que irão surgir, ser gentil é demonstrar amor a todas as criaturas .

E voltamos a questionar:



Filhote de primata
Será que todas as Casas Espíritas estão prontas a socorrer, a saciar as curiosidades e a ensinar estes que buscam auxílio?



S.N

 


* Na próxima parte tentaremos compreender o que o tutor que vai até a Entidade deve buscar e observar.





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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência (Estudo: Parte 2)


Colônia de animais


Mudança


É ela que irá tornar a Casa Espírita uma Entidade coerente, sem ela não haverá confiança na Entidade, já que pregará uma determinada coisa e na prática realizará outra. Porém é na hora da mudança que surge a auto-indulgência, da qual o espírita sempre lança mão para manter-se no mesmo lugar onde está. Não é falta de indulgência falar que vender carne na Casa Espírita - e aqui pegaremos mais pesado ao afirmar que Toda Casa Espírita e não apenas as que possuem o Tratamento Espiritual de Animais deveriam (devem) se abster da alimentação a base de animais, já que no próprio Pentateuco existe a explicação de que eles são irmãos, que possuem alma e que estão, como nós, em evolução -é um total contrassenso e não é falta de indulgência solicitar o total envolvimento dos trabalhadores nesta nova missão que surgiu há séculos, mas que o espiritismo somente agora, optou por estudar. Temos o costume de “ser indulgente” somente em relação ao tema “animais” pois envolve alimentação , quando não temos qualquer indulgência em relação aos pedófilos, estupradores e assassinos.

Indulgência :


... do latim indulgentia, de indulgeo que é “ser gentil”, este “ser gentil”, não significa que devemos nos calar para que o outro incorra em crimes, não significa que ele está acima da Lei, seja dos homens ou seja a Divina e não é igualmente algo que nos permita (ao sermos indulgentes como nos pedem a todos momento) que isentemos qualquer trabalhador do dever a que se propôs quando abraçou aquele trabalho, ao contrário, é a indulgência que nos permite exigir dele que faça o trabalho por inteiro e com amor. Ao sermos indulgentes com o trabalhador que acredita que a indulgência é o não lhe fazer mal, podemos exigir dele que seja igualmente indulgente para com os animais que ele devora.

Usamos de dois pesos e duas medidas a todo instante quando a “coisa” em questão nos incomoda. E o assunto vegetarianismo, espiritismo e animais, incomodam demasiadamente.

É infantilidade nossa pensar que ser indulgente com os erros alheios, com as vontades alheias é algo que demonstre bondade. Não ,isso não é demonstração de bondade, não é bom compactuar para que os outros continuem a fazer o mal somente porque alegamos que eles ainda estão no “tempo deles”. O tempo da mudança já passou, urge que salvemos vidas com as quais passamos tempo demais ignorando.

Também não adianta querermos ocultar a dor dos animais perguntando “O que Jesus faria”?

Vacas: Coma mais vegetais
Com certeza sabemos o que Jesus faria, ele falaria a verdade assim como sempre o fez e sendo gentil, às vezes. Foi exatamente por falar a verdade e não ser indulgente com o mal que Jesus foi crucificado. Ou não?

Ser justo, mostrar a verdade, ser forte na hora certa é ser indulgente, as pessoas normalmente confundem indulgência com o “fechar os olhos para o mal”, em ser conivente para com o mal apenas para não constranger aquele que erra.

Para que a mudança ocorra é preciso que o termo “irmão animal” deixe de existir dentro das muitas Casas Espíritas apenas como um jogo/regra de linguagem e passe a ser visto com realmente é: Frater, fraternidade, irmandade.

O jogo de linguagem nos diz “bacon”, a realidade fraterna deve nos mostrar o suíno, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

O jogo de linguagem nos diz calabresa, a realidade fraterna deve nos mostrar o suíno, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

Bife-Irmão animal
O jogo de linguagem nos diz bife, a realidade fraterna deve nos mostrar o boi, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

Por que alegar que mostrar a verdade é deixar de ser indulgente? Apenas para se manter no estado em que se está, esta é a resposta.

Sem a mudança a Entidade será vista com desconfiança, leve o tempo que levar isso vai ocorrer, as pessoas vão começar a perceber, os olhos vão começar a se abrir e o trabalho, com toda certeza, não será o mesmo.



Os jogos/regra de linguagem dentro da Entidade devem desaparecer, o Amor deve voltar a ser Amor, não se pode falar de amor diante de um bife, de uma salsicha ou de um bacon. Não se pode alegar um “Bem Maior” quando é o Outro que morre, quando é o Outro que sofre, não há Bem Maior quando não há esperança de uma boa vida. São estas arestas que devem ser aparadas e a mudança só irá ocorrer se houver realmente envolvimento , conhecimento de que os animais sofrem e morrem todos os dias, só haverá mudança se realmente nos importarmos verdadeiramente com os animais.



S.N.



* Na próxima parte trataremos do envolvimento da Casa e dos Tutores em relação a Assistência Espiritual de Animais.







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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência (Estudo: Parte 1)


Puma



Amigos, com o surgimento do trabalho de Assistência Espiritual de Animais pelas Casas Espíritas, cresceu o interesse pelo tema da Alma Animal, porém, este trabalho inicialmente criado pelo amigo Marcel Benedeti - Fundador da ASSEAMA-, digamos de passagem , muitas vezes esquecido por quem muito lhe deve, não visava apenas a alma animal, mas a expansão de uma mudança em relação a estes irmãos, uma mudança que assusta muitas pessoas e que se chama VEGETARIANISMO. Surgiu então a necessidade de sabermos o que buscar numa Casa Espirita que se coloca a disposição para o Tratamento Espiritual de Animais ou o que a Casa Espirita que inicia este trabalho deve saber, conhecer e enfrentar para ser coerente com o que pensa, com o que fala e com o que faz. 



O tema é difícil, sabemos, surgirá discussões e melindres de todos os lados, também sabemos, mas é necessário frear os erros e mentiras antes que se tornem realidades, é preciso esclarecer pois sabemos que os seres humanos sempre "aliviam a cruz de si mesmos" quando a dor é nos animais. Se você está disposto a abrir este trabalho, é preciso estar também disposto a mudar, do contrário não estará realmente auxiliando os animais .



Boa leitura.













Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência 


(Estudo: Parte 1)





Animais 


Cresce a cada dia o interesse das pessoas em relação ao Tratamento Espiritual de Animais, a grande maioria recorre às poucas Casas que estão realizando este trabalho para buscar auxílio para a doença de seu animal (tutelado), outros vão por mera curiosidade e poucas, rara vezes na realidade, alguns outros vão para aprender algo novo.

Por outro lado, será que todas as Casas estão prontas a socorrer, a saciar as curiosidades e a ensinar a estes que buscam auxílio?

Antes de tudo é preciso que se tenha em mente que o trabalho com animais não é igual a qualquer outro trabalho que as Casas Espíritas estão acostumadas a realizar. É fácil você convencer as pessoas de que uma creche necessita de recursos, são nossos iguais, são seres humanos. Também é fácil quando se trata de cuidar e auxiliar as grávidas ou os velhinhos abandonados pelos filhos que um dia também foram crianças. Nossa relação humana , ao menos dentro das Casas Espíritas, já está resolvida,um pequeno acerto aqui ou ali e as coisas fluem naturalmente, porque afinal "Fora da Caridade (entre humanos) não há salvação".

É exatamente aí que todo o trabalho pode começar a se complicar, pois quando se trata de animais a coisa é bem diferente. Realizar a Assistência Espiritual aos Animais não envolve apenas dar passes ou irradiar a água para cães e gatos que na maioria, possuem raça e "donos" que ainda não abriram seus olhos para o conceito "animais".

O trabalho com animais envolve conhecimento a partir de estudos variados, mudança de comportamento, envolvimento ético e moral de cada trabalhador e da Casa como Entidade,além de muita coerência de todos - estejam envolvidos ou não neste trabalho - observando que é um trabalho da Casa e não de meia dúzia de trabalhadores.


Conhecimento


Perispiritos
Os estudos sobre a espiritualidade dos animais (reencarnação, alma, chakras, passes, etc),fazem parte da grade de estudos que serve para saciar a sede de conhecimento dos tutores e dos trabalhadores, além de direcionar o trabalho de cura (assistência) com maior segurança. Muitos tutores, extremamente ligados a seus animais, quando os perdem através do desencarne, desejam saber apenas se eles possuem mesmo uma alma, se foram bem acolhidos no plano espiritual , se reencarnam e mais, se um dia irão retornar ao mesmo lar. A isso os estudo da espiritualidade dos animais será capaz de responder a altura. Mas não é o trabalho da Casa ofertar ao tutor apenas o que ele deseja, é preciso ofertar também o que muitas vezes ele não deseja saber, mas que necessita. 

O trabalho de assistência aos animais pode até ter como recurso o auxílio ao tutor, mas quem vem em primeiro lugar aqui são os animais, e quando nos referimos a “animais” não nos referimos apenas a cães e gatos. Infelizmente nenhum estudo que envolva a espiritualidade dos animais é capaz de "Mudar" a grande maioria das pessoas, sejam elas espíritas ou não. Saber que eles possuem alma sacia o conhecimento a este respeito, mas não respalda o estudante a olhar os animais com o coração repleto de alteridade ao seu sofrimento pois, até então o “animal” possuidor de alma que a grande maioria “abraça” é aquele que o tutelado possui(cão, gato ou pássaro), assim também o são os "animais" destinados aos trabalhos de assistência dentro de algumas Casas Espíritas , não expandindo, deste modo, o conceito de moralidade para além deles. Surge então a necessidade da saída dessa "bolha de estudo espírita” para o mundo real e material dos animais, expandindo este conceito para além da espiritualidade, para algo que aproxime todos da compreensão do real significado de "animais", bem como de sua vivência na materialidade, a qual ainda estamos todos atrelados.

Abrir o coração e a mente para os animais implica em ver bois, vacas, galinhas, suínos, entre outros utilizados para a alimentação, como possuidores de alma, como seres reencarnantes e em ascensão evolutiva, como seres que merecem nosso respeito, nossa compreensão e mais, implica em que abdiquemos do "prazer" (hábito) mórbido que temos de devorá-los.

É nesse exato momento em que a Casa que se dispuser a realizar este trabalho deve ter envolvimento e coerência. Vivemos uma verdade dolorida em que, embora o Espiritismo diga que os animais são irmãos possuidores de alma, a esmagadora maioria das Casas Espíritas se mantém atrelada a almoços, jantares, noites de pizza e chás numa convivência de dominação e morte com os animais para arrecadarem fundos financeiros para suas obras assistenciais, obras estas que não incluem a maior obra assistencial deixada por Jesus: o amor - ao menos não quando se trata de animais.

Como então fundir um trabalho com animais, de amparo e assistência e de outro lado um trabalho de dominação e dor?

Jesus já dizia : “Não se pode servir a Deus e a Mamon”.

"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon.” (S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.)

Chakras de um cão
Devemos refletir exatamente a parte onde Jesus nos diz: “Porque ou odiará a um e amará a outro ou se prenderá a um e desprezará o outro”. E este trabalho, dentro de uma Entidade não preparada (como a maioria ainda não está) vai causar exatamente isto: desprezo ao trabalho com animais, amor ao hábito carnista.

Muitas Casas se atiram aos trabalhos de Assistência Espiritual dos Irmãos Animais sem se darem conta destes desvios de caráter que ainda temos. Sem se darem conta dos melindres e constrangimentos que irão surgir quando, em um dia ocorrer o Tratamento Espiritual de Animais (neste caso apenas cães e gatos, frisaremos sempre) e em outro um jantar de arrecadação de fundos, onde serão servidos corpos de animais (bois, suínos, galináceos) para saciar aqueles que ainda acreditam haver a necessidade de matar estes irmãos para alimentação.

Frisamos, a CASA ESPÍRITA como ENTIDADE que é, com o nome que carrega, toda ela e não apenas aqueles que escolheram trabalhar com animais passam a estar envolvidos nisso. Não há como se apontar este ou aquele, é a ENTIDADE que coloca seu NOME a disposição de todos.

Torna-se então, incoerente unir trabalhos com animais com churrascadas, com feijoadas de suínos, com galinhadas etc e tal. Será preciso rever o trabalho, rever os eventos, será preciso educar todos os demais trabalhadores que , porventura, mesmo sabendo que os animais são irmãos possuidores de alma, os devoram sem o menor remorso, mas que se melindram quando a palavra Vegetarianismo é pronunciada dentro da Casa.


Simone Nardi 

(S.N.)




* Aguarde o próximo artigo do estudo sobre a necessidade de coerência nos trabalhos e a exigência da mudança de pensamento em relação aos animais.
Todos os links do artigo se encontram neste blog.





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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Eles sentem pena, mas comem o objeto de sua compaixão

Essa é uma frase de Oliver Goldsmith, um escritor inglês , na frase completa ele indica a indignação pelo pensamento humano ao dizer : “Mas no entanto (consegues acreditar?) eu tenho visto o próprio homem que se gaba da sua ternura, a devorar de uma só vez a carne de seis animais diferentes num fricassé. Estranha contradição de conduta! Têm piedade, e comem os objetos da sua compaixão!”.


Numa só frase ele demonstra como muitas vezes nós somos contraditórios entre o que falamos e o que realmente fazemos. Nós acostumamos a chamar os animais de irmãos, no entanto visitamos churrascarias, fazemos lanches com presunto, comemos frango assado no domingo com a família, tudo numa “boa”; nossas reuniões familiares normalmente são recheadas das carnes desses nossos irmãos em evolução. Talvez nunca tenhamos parado para realmente pensar no significado da palavra irmão e na extensão da palavra animais.


Nós somos todos irmãos, todos centelhas Divinas criadas por um mesmo Pai, irmãos espirituais que devem se auxiliar na grande caminhada evolucional. Não somos irmãos apenas no reino “hominal”, mas em todos os reinos onde Deus colocou suas mãos.Não somos irmãos apenas no Planeta Terra, mas em muitos outros Planetas , em muitos outros Universos que ainda desconhecemos. Fisiologicamente somos parecidos com os animais, e podemos compreender que o reino animal abarca a todos os seres, mesmo aqueles aos quais nós desconsideramos por uma tradição cruel que nos foi trazida pelo passado remoto de nossos ancestrais.


Os cães, os gatos, os pássaros, os peixes, não apenas aqueles que estão ao nosso lado são nossos irmãos animais, mas aqueles cães e gatos abandonados nas ruas, nos laboratórios de experimentação, os peixes que se debatem nas redes, que se prendem aos anzóis e sufocam aos poucos, esses também são nossos irmãos e caminham conosco na seara Divina. Os bois, suínos, galos, gansos,carneiros, coelhos e tantos outros que são usados como alimento, esses também são nossos irmãos.E um irmão não deveria matar outro irmão.


Quando vamos passar a considerá-los assim? Quando vamos deixar nossos medos e tradições, para alçarmos mais um degrau em nossa evolução? Nosso minuto de prazer valeria mesmo a vida de um desses nossos irmãos? O Planeta já nos pede essa consciência de fraternidade, os animais nos pedem essa consciência fraternal, a vida nos pede essa reflexão.


Somos contra os rodeios, as vaquejadas e as touradas, somos contra o uso de peles, contra a dor infligida aos animais, tiramos um cão da rua, o abrigamos e alimentamos, no entanto nos permitimos nos alimentar de outro, protestamos quando ouvimos dizer que outros povos comem cães e gatos, mas ignoramos a senciencia dos porcos, somos a favor a vivissecção porém não desejamos ver o que se passa dentro dos laboratórios com os cães que não tiveram a mesma sorte dos nossos, e ouvimos a voz de Oliver Goldsmith ecoar em nossa mente: Têm piedade, mas comem o objeto de sua compaixão”.


Até quando teremos apenas “piedade”?



Simone Nardi
Fonte original do artigo: ANDA 





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domingo, 4 de agosto de 2013

O que é VIVISSECÇÃO ?



Vivissecção-Muita gente ouve falar sobre isso mas não faz a mínima ideia do que seja, vamos esclarecer a necessidade urgente de da criação de leis anti-vivissecção.

Vivi é vivo e secção cortar. Vivissecção é cortar um animal vivo. Com o tempo o termo foi abrangendo outras coisas e significa qualquer procedimento onde você pega um animal vivo,induza um determinado estímulo nele e obtém um outro em troca. Existe a  vivissecção invasiva e não invasiva. Se eu só colocar um porquinho da Índia,por exemplo, para tirar uma chapa de raio-x, é uma vivissecção não é invasiva e nem pode ser considerada antiética. Mas, por exemplo, se eu pegar um animal e cortá-lo, ou injetar qualquer coisa nele ou fazê-lo tomar uma droga oralmente,isso é vivissecção.

É desse modo que os médicos burlam a Lei de Crimes Ambientais e continuam a praticar seus congressos de pôs-graduação com animais, normalmente cães do CCZ.É crime abandonar um cão, deixá-lo sem alimento, água ou abrigo.Mas parece não ser crime médicos e cientistas torturarem animais em nome da falsa ciência, até porque hoje existem centenas de metodos alternativos para os quais eles simplesmente fecham os olhos, bem como os juízes fecham os olhos para as leis de Crimes Ambientais e deixam tal massacre prosseguir.

Se assassinato e tortura são crimes, porque, então, matar e torturar animais"em nome da ciência" ainda é aceitável? A pergunta sequer faz sentido a partir da visão antropocêntrica da sociedade ocidental no século XX: os animais estão no mundo para serem usados pelos humanos. Dessa maneira, nem se questiona o sacrifício de bichos para uma suposta causa maior, a pesquisa médica. Assim, cruéis e desumanos experimentos em animais são aplicados todos os dias. Nas universidades, em cursos de biologia, veterinária e medicina. Em centros de pesquisa que utilizam verbas públicas e em laboratórios de fábricas de produtos químicos, de limpeza e cosméticos. Milhares de animais morrem anualmente em nome da ciência. São, principalmente, macacos, gatos, cães, ratos e coelhos.

Muitos nomes da ciência, ainda desejam continuar a matança, pois se negam a aceitar as novas mudanças técnicas, tudo para eles gira em torno das vacinas, como se todos os experimentos fossem apenas isso.Esquecem porém que a crueldade deles vai além das meras vacinas, das quais sempre usam como desculpas. 

Dissecar animais vivo não cura a humanidade. 

Quebrar patas de animais para observar o stress não cura a humanidade.

Queimar olhos de coelhos não cura a humanidade.

A humanidade é seu próprio cancer quando se recusa a aceitar que os animais sentem dor e que nós não temos qualquer direito sobre eles, a não ser aqueles que nos outorgamos.

São hipócritas aqueles que ainda hoje dizem serem necessário o uso dos animais para o aprendizado de cirurgias, exames, perfumes, novas armas e até mesmo na alimentação. São hipocritas porque sabem a verdade e mentem para si mesmos e para o mundo. São fracos porque não querem mudar, tem preguiça de mudar, mas tempo virá em que, nas palavras de Tom regam, os laboratórios de pesquisas terão uma placa escrita:

"Proibida a entrada de animais"

Antropomorficos e antropocentricos, os animais são livres e precisam ser respeitados, apesar de vocês, isso um dia se tornará realidade

Simone Nardi





Os desenhos " A Vingança dos Animais" foram cedidas pelo desenhista Renan Nuche, quero agradecer de coração a colaboração dele com essas imagens maravilhosas que expressam claramente o que o homem vem fazendo com os animais. 
Obrigada Renan, e parabéns pelos belíssimos desenhos.

Simone Nardi




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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma Vida em Preto e Branco


Assista ao vídeo depois de ler 




Seu filhote vai crescer e sua casa talvez se torne pequena
Seu filhote vai se tornar adulto e você sabe
Os adultos sempre envelhecem
E alguns até adoecem
Algum dia você vai querer mudar
Para um lugar mais apertado, mais longe
E não terá lugar para ele
O que vai fazer?
Talvez a única coisa que aprendeu na Vida
Abandonar
Abandonar, desistir, ceder
São as coisas pelas quais você vive
Sem se importar com o que acontecerá
Você sempre opta pelo mais fácil
Fácil para você
Mas como será para ele?
Quem se importa?
Se ele irá viver ou morrer, você nem liga
Para você ele deixou de ser aquele filhote
É apenas um empecilho
Que te proíbe de viajar, que te proíbe de ser você
É mais fácil larga-lo do que deixa-lo viver
E você segue, sem amargura, sem arrependimento
Ele é só mais um entre tantos
Andando nas ruas, assustado, sozinho
Entre tantos que tiverem alguém tão vazio como você
Daqui há alguns anos, você nem se lembrará mais dele
Vai olhar outro filhote e recomeçar seu sadismo
Vai vê-lo crescer, se tornar adulto e quando ele envelhecer
Vai fazer o mesmo que sua consciência cega lhe ensinou
Abandonar
Porque sua mente limita vê tudo em preto e branco
E você acha que tudo é cinza como você
Você não dá valor a vida, nem a sua nem a dele
Transfere sua cegueira para ele
Sua covardia para ele, sua hipocrisia para ele
Você o viu crescer, e jamais irá ver como ele irá morrer
Nos olhos dele a saudade
De alguém tão sem sentido
No coração a esperança, de poder vê-lo talvez mais uma vez
Mas você não estará lá
Porque mesmo a sua vida, não tem mais sentido.


Simone Nardi

Link do Vídeo: Uma vida em preto e branco







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